Quatro paredes fundas e longas, um lugar escuro, frio e silencioso, só o barulho de um sopro solitário e vazio, folhas arrastavam-se pelo chão e uma pequena luz branca e redonda no fim daquilo tudo.
Eu sentei e esperei, observei tudo cada pedaço, cada traço, uma esperança ainda me restava para sair daquela solidão mais outra parte de mim, me puxava para o pessimismo de não sair nunca dali. Sentei no chão frio e passei a pensar em tudo, na minha vida inteira desde onde eu me lembrava da minha infância até os últimos instantes, cada momento único, como cada momento conturbado, minha mente se dividiu na esperança e na derrota, se eu lutasse para chegar ao fim das quatro paredes a minha vida melhoraria? E se eu não lutasse por isso, perderia coisas boas na minha vida? Perguntas e mais perguntas surgiram na minha cabeça e um peso veio ao meu corpo como se eu não conseguisse levantar.
Uma derrota ou algumas derrotas na minha vida que não é tão longa assim, não vão me deixar de levantar desse chão frio e desse lugar escuro e sombrio, levantei-me daquele chão e andei até a luz redonda no fim daquelas paredes, chutei as folhas que se arrastavam pelo chão e cada vez mais vou chutar todas as folhas e olharei sempre pra luz, é ela que me levanta.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
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