Os dias e as horas passam, passam tão rápido que eu nem os percebo. Eu olho pela janela, vejo o Cristo de braços abertos com nuvens sobre ele, nuvens escuras, como o tempo fechado. Ando pelas ruas com a minha mochila pesada, com tantas coisas dentro e nenhuma delas me serve. Leio livros pra tentar esquecer tudo e entrar em outro mundo que não seja meu, mas nem livros, nem Cristo Redentor, nem sol, nem chuva, nem piadas, ultimamente me fazem rir finjo sorrisos que não são meus pra tentar poupar a quem está perto de mim, só que nada me faz ficar como eu realmente como eu gosto de ficar.
Ninguém entende, nem eu mesmo entendo a um segundo tudo estava em paz e agora tudo virou de cabeça pra baixo, perdi, perdi o controle de tudo. Não tem um nome pra esse sentimento, tremor acompanhado de muitos pesadelos, com falta de paciência, falta de sentimento, falta e mais falta. Talvez eu precise de um tempo, talvez esses dias de tremores e pesadelos sejam bons pra parar e pensar, mas e as pessoas que estão em volta? O que mais irrita em mim mesmo é de jogar meus sentimentos que nem eu mesmo consigo entender, em quem mais gosta de mim, são as que acabam levando a culpa. E o que eu posso fazer? Eu sou assim.
Se eu me calo, é claro, que é pra refletir. Agora é um momento só meu, me isolo do mundo, mesmo que eu quisesse falar haveria um grande silêncio dentro de mim, há um grande barulho lá fora e um silêncio aqui dentro. Preciso de alguém que sinta o que eu sinto que nem eu mesmo sei.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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