Você abre a boca. Abre tanto que as mandíbulas chegam a estalar. Manda que os seus pulmões puxem o ar, agora; você esta precisando de ar, precisando agora. Mas as suas vias respiratórias ignoram o seu comando.
Entram em colapso, se estreitam, se contraem e, de repente, você esta respirando através de um canudinho de refrigerante. A sua boca se fecha e os seus lábios se enrugam, e tudo que você consegue fazer é soltar um som rouco, estrangulado.
As suas mãos tremem e se contorcem.
Em algum lugar, as comportas abriram e uma enxurrada se suor frio transborda, encharcando todo o seu corpo.
Você quer gritar. Gritaria, se pudesse. Mas, para gritar, é preciso respirar.
sábado, 24 de outubro de 2009
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